
Contagem descrescente para aqueles dias que fazem crescer água na boca. Não vejo a hora de me deliciar com o bronze da pele e o sal agarrado ao cabelo após um profundo mergulho. Não vejo o dia de estar sentada em rodinha com a malta a jogar às cartas e dizer parvoíces para me agarrar à barriga de tanto rir. Nunca mais vem aquele fim de tarde, já são 20h mas nós continuamos no meio da ondulação com o sol rasteirinho e dizendo ''só mais um bocadinho''. Desejosa estou das manhãs preguiçosas, com eles a chamarem pela varanda ''oh ines despacha-te, bora para a praia'', vestindo a primeira coisa que aparece, correndo pelo quintal, ''bora bora''. Não vejo o tempo daquelas noites de 30 graus, onde nos sentamos na baixa mar a pensar no balanço dos ultimos tempo e inventamos as historias mais loucas de sempre. Não vejo a hora de montar as tendas e partir à aventura numa ilha desconhecida.
Contagem descrescente...
Depressa, por favor!
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